Com base em MP de Bolsonaro, reitor do IFTO nomeia diretor não eleito pela comunidade acadêmica

Com base em MP de Bolsonaro, reitor do IFTO nomeia diretor não eleito pela comunidade acadêmica

No último dia 27 de fevereiro, o reitor do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) professor Antônio da Luz Junior exonerou o diretor geral do campus Colinas professor Paulo Fernandes, legitimamente eleito em consulta, para nomear outro servidor. A atitude do reitor, justificada pela MP914/19 colocou em alerta toda a comunidade acadêmica.

A MP editada no final do mês de dezembro por Jair Bolsonaro modifica o processo de escolha dos dirigentes das Universidades Federais e dos Institutos Federais retirando das instâncias democráticas a prerrogativa de organizar e definir os processos de escolha de seus dirigentes.

Em nota, o DCE do IFTO repudiou o acontecimento que considera antidemocrático.

‘’A escolha dos dirigentes dos Institutos Federais pelas suas comunidades acadêmicas foi uma conquista realizada com a participação efetiva dos estudantes. A atual gestão do DCE/IFTO informa que dará sequência a luta contra a intervenção no Campus Colinas do Tocantins, iniciada pela entidade durante seu período eleitoral’’, diz o documento.

Para o presidente da UNE Iago Montalvão, a decisão tomada pelo reitor vai contra a democracia nas instituições de ensino e reforça uma proposta do Governo Bolsonaro que já tem atacado muito os institutos federais e universidades.

‘’Por isso, o papel da comunidade acadêmica e especialmente do reitor deve ser o de zelar pela democracia interna e participação de todas as categorias nos processos decisórios’’, destacou.

O Sinasefe, Seção Sindical da IFTO, também se manifestou em nota: “Cabe, com destaque, lamentar a aproximação ideológica que o Reitor do IFTO estabelece com o Governo Federal, ao aplicar voluntariamente a Medida Provisória 914/2019, no momento e em situação que lhe aparentou conveniente. É inaceitável qualquer defesa ou uso voluntário dessa Medida Provisória que altera a lei 11.892/2008 e descaracteriza o processo de escolha de dirigentes das Instituições Federais de Ensino’’.

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Redação