Com feminicídios em alta no TO, Coletivo de Juventude Para Todos cobra cassação de vereador agressor em Maurilândia

Com feminicídios em alta no TO, Coletivo de Juventude Para Todos cobra cassação de vereador agressor em Maurilândia

Silenciar não é opção e o coletivo de Juventude Para Todos do Tocantins lançou nesta sexta-feira (13 de março), um vídeo contundente nas redes sociais denunciando a violência sofrida pela técnica de enfermagem Yorrana Dias de Sousa. O agressor, Ammon Ribeiro (União Brasil), vereador de Maurilândia do Tocantins, é acusado de desferir socos e enforcar a vítima durante a comemoração de seu aniversário de 23 anos.

O vídeo destaca não apenas o crime físico, mas a omissão política e institucional. A Juventude questiona o silêncio da Câmara Municipal de Maurilândia — que ainda não abriu processo de cassação — e das lideranças estaduais do partido União Brasil, como a Senadora Professora Dorinha e o Deputado Jair Farias.

Tocantins em Alerta: O Feminicídio em Ascensão

A denúncia ocorre em um momento crítico para a segurança das mulheres no estado. Dados consolidados de 2025 e o início de 2026 revelam que o Tocantins vive uma epidemia de violência de gênero, tendo em vista que em 2025, o Tocantins registrou um aumento de 46% no número de feminicídios em comparação ao ano anterior, totalizando 19 vidas perdidas (contra 13 em 2024) e em março de 2026, a rede de proteção estadual registra que quase uma mulher por hora (0,87) busca socorro através do canal 190.

Municípios como Maurilândia, no Bico do Papagaio, refletem a vulnerabilidade de mulheres em cidades onde o poder político local muitas vezes é usado para intimidar vítimas e silenciar denúncias.

Voz à Resistência

“O silêncio institucional não protege vítimas; ele protege agressores”, afirma o vídeo do Coletivo. A produção reforça que Yorrana, mesmo sob medida protetiva concedida pela Justiça, ainda vive sob medo de retaliações devido à influência política do agressor.

O Coletivo de Juventude Para Todos exige que o Legislativo de Maurilândia cumpra seu papel ético e inicie imediatamente os procedimentos de quebra de decoro parlamentar. A organização reforça que o combate à violência contra a mulher deve ser uma prática política cotidiana, e não apenas um discurso de conveniência durante o mês de março.

Abaixo link da publicação:

https://www.instagram.com/p/DV0qBbfkeYJ

Redação