“Desafiador, mas incrivelmente gratificante”: Abril é mês de conscientização sobre o Autismo

“Desafiador, mas incrivelmente gratificante”: Abril é mês de conscientização sobre o Autismo

Por Maria do Carmo Ribeiro

O mês de abril é voltado para uma das campanhas mais importantes para a sociedade, por ele chamar a atenção para a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista – TEA e o dia 2 de abril é dedicado à mobilização mundial sobre o autismo.

Estima-se que no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas tenham autismo, o que corresponde a uma parte considerável da população com o transtorno.

Vamos conhecer um pouco da história de João Guilherme, 10 anos de idade, morador de Araguaína, estudante do 5º ano, na Escola Municipal Léia Raquel Dias Mota, irmão de Antonio Riquelme, filhos de Allencássia Coelho. “Ele é uma criança autista e a sua dificuldade é verbal, o seu tom de voz, a linguagem corporal e expressões faciais se tornam uma missão diária bem complexas, por algumas pessoas não compreenderem”, disse a mãe.

“Problemas como entender e seguir regras sociais, comportamentos repetitivos ou até mesmo agressivos, são atitudes avaliados por muitas pessoas, como ele sendo uma criança mimada e mal-educada, só que não, ele tem é dificuldade em interagir com outras crianças ou até adultos, ele tem sensibilidade a sons, a luzes ou texturas, dificuldade em adaptar-se às mudanças de sua rotina, aprender coisas simples, ou seguir ordens, reconhecer e expressar emoções, ele tem problemas de sono, ele é seletivo ao comer ou beber, e isso acaba estressando”, explicou Allencássia.

“Ser mãe de uma criança com autismo pode ser um grande desafio, mas também pode ser uma experiência incrivelmente gratificante. O amor mais puro e verdadeiro, apesar de ter enfrentado muito preconceito por falta de informações. Já tive de sair de lugares por falta de adaptação ou crise do meu filho, ele não ser convidado para festinhas por entender que ele ‘tem problema’”, esclareceu Allencássia.

Na escola, onde João estuda, tem a equipe multiprofissional formada por psicóloga, professora auxiliar, AEE, arte terapia, nutricionista e, de acordo com a mãe, “toda equipe contribui para que as crianças como João tenham vida ativa, mesmo com algumas limitações, porém, vencendo diariamente, cada uma delas, e hoje, ele realiza seu maior desejo de saber ler e poder pegar um livro e ler para mim”, falou ela, de forma muito emocionante.

DADOS

De acordo com o relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças – CDC, há uma mudança na prevalência do TEA: 1 em cada 36 crianças de 8 anos foram identificadas com TEA nos Estados Unidos, em 2020, avalia-se que a prevalência de pessoas com TEA vem aumentando progressivamente ao longo dos anos, segundo o documento.


Em 2004, o número divulgado pelo CDC era de 1 a cada 166. Em 2012, esse número estava em 1 para 88. Já em 2018, passou a 1 em 59. Em 2020, a prevalência divulgada estava em 1 em 54. Atualmente, o número ainda é maior que as estimativas do último estudo.

Publicado em 2 de dezembro de 2021, o relatório anterior do CDC mostrava que 1 em cada 44 crianças aos 8 anos de idade era diagnosticada autista, segundo dados coletados no ano de 2018, em contraponto com o número atual de 1 em cada 36 crianças.

Redação